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Transversais II


 
(O texto abaixo foi retirado do livro de Marcos Reigota, O que é EDUCAÇÃO AMBIENTAL, da Coleção Primeiros Passos, Editora Brasiliense, 1994.)
 
Em Belgrado, na então Iugoslávia, em 1975, foi realizada a reunião de especialistas em educação, biologia, geografia e história, entre outros, e se definiram os objetivos da educação ambiental, publicados no que se convencionou chamar "A Carta de Belgrado". Esses objetivos são os seguintes:
1. CONSCIENTIZAÇÃO
Levar os indivíduos e os grupos associados a tomarem consciência do meio ambiente global e de problemas conexos e de se mostrarem sensíveis aos mesmos.
Isto significa que a educação ambiental deve procurar chamar a atenção para os problemas planetários que afetam a todos, pois a camada de ozônio, o desmatamento da Amazônia, as armas nucleares, o desaparecimento de culturas milenares etc. são questões só aparentemente distantes da realidade dos alunos.
2. CONHECIMENTO
Levar os indivíduos e os grupos a adquirir uma compreensão essencial do meio ambiente global, dos problemas que estão a ele interligados e o papel e lugar da responsabilidade crítica do ser humano.
O conhecimento proporcionado pela ciência e pelas culturas milenares sobre o meio ambiente deve ser democratizado. As pessoas devem ter acesso a ele. Assim, educação ambiental não deve ser transmitir só o conhecimento científico, mas todo tipo de conhecimento que permita uma melhor atuação frente aos problemas ambientais.
3. COMPORTAMENTO
Levar os indivíduos e os grupos a adquirir o sentido dos valores sociais, um sentimento profundo de interesse pelo meio ambiente e a vontade de contribuir para sua proteção e qualidade.
Não adianta só falar do meio ambiente, mas também mudar os comportamentos individuais e sociais. Os exemplos aqui podem ser vários, dos mais simples aos mais complexos, tais como não fumar nos lugares proibidos, não destruir árvores, economizar energia, utilizar mais os transportes coletivos, respeitar as regras de trânsito etc.
4. COMPETÊNCIA
Levar os indivíduos e os grupos a adquirir o savoir-faire necessário à solução dos problemas.
Nem todos têm capacidade técnica para resolver os problemas ambientais. Reconhecer essa deficiência é um primeiro passo para superá-la. A educação ambiental pode auxiliar a sua superação, buscando elaborar meios técnicos com a ajuda de especialistas e conhecedores autodidatas do problema.
5. CAPACIDADE A AVALIAÇÃO
Levar os indivíduos e os grupos a avaliar medidas e programas relacionados ao meio ambiente em função de fatores de ordem ecológica, política, econômica, social, estética e educativa.
Fundamental para a participação do cidadão é decifrar a linguagem dos projetos de risco ambientais elaborados por técnicos especializados. A capacidade de avaliação permite ou não que projetos duvidosos sejam efetuados. A educação ambiental deve procurar traduzir a linguagem técnico-científica para a compreensão de todos.
6. PARTICIPAÇÃO
Levar os indivíduos e grupos a perceber suas responsabilidades e necessidades de ação imediata para a solução dos problemas ambientais.
Procurar nas pessoas o desejo de participar na construção de sua cidadania. Fazer com que as pessoas entendam a responsabilidade, os direitos e os deveres que todos têm com uma melhor qualidade de vida.

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