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Poesia

TROVADORES
ALFONSO X (1221-1284)
Rei de Leão e Castela, cognominado Alfonso, o Sábio, foi um dos príncipes mais esclarecidos do seu tempo, incentivador de todo o movimento intelectual da Espanha do século XIII. Além de cantigas e 420 poemas em louvor à Virgem Maria, escreveu obras relativas ao idioma castelhano, ao direito e à astronomia.
É de sua autoria o poema abaixo.
 
 
Cantiga de amor
 
Por Deus, Senhora,
enquanto eu for
de vós tão distanciado
nunca em maior
pesar de amor
houve no mundo
por sua senhora
um homem nascido
penado, penado.
 
Sem nenhum bem
sem o vosso bem
que tanto hei desejado
perdi o senso
por causa disso
vivo atormentado.
 
Sem vosso bem
hei de morrer
cedo e amolado
penado, penado.
 
Tão logo ali
quando vos vi
fui d´amor flechado
tanto me prendi
não mais dormi
nem fui consolado
se este mal em mim
durar assim
melhor não nascera,
penado, penado.
(Tradução de Maura Maciel)
 

JORGE DE AGUIAR
Poeta português do século XVI, figura no Cancioneiro Geral. Na cantiga abaixo, a novidade para a época consiste no tema da recaída amorosa.
 
 
Coração já repousavas,
já não tinhas sojeição,
já vivias, já folgavas
pois por que te sojugavas
outra vez, meu coração?
 
Sofre, pois te não sofreste
na vida que já vivias;
sofre, pois te tu perdeste;
sofre, pois não te conheceste
como t´outra vez perdias!
 
Sofre, pois já livre estavas
e quiseste sojeição;
sofre, pois te não lembravas
das dores de qu´escapavas;
sofre, sofre, coração!

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