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Poesia

PIERRE DE RONSARD
Deparei, há algum tempo, com um soneto de Ronsard, copiado com uma letra adolescentemente redonda num "Caderno de Poesias" que colecionei aos 15 anos de idade. Onde será que aquela garota interiorana de 15 anos terá encontrado esse poema, e por que motivo o apreciou tanto a ponto de incluí-lo em seu "Caderno de Poesias"? Era com certeza um dos meus favoritos, pois até hoje o sei de memória. Descobri bem depois que a tradução é uma paráfrase de Manuel Bandeira - mas não creio que naquela época soubesse quem fosse Bandeira, muito menos Ronsard.  No momento em que inicio esta seção de Poesias, creio que é esse o primeiro poema que devo lhe oferecer. Ou melhor: a adolescente que fui oferece a você - adolescente, jovem ou adulto de agora - uma das preciosidades guardadas nos seus verdes anos.
 
 
Foi para vós...
 
Foi para vós que ontem colhi, senhora,
Este ramo de flores que ora envio.
Não no houvesse colhido e o vento e o frio
Tê-las-iam crestado antes da aurora.
 
Meditai nesse exemplo, que se agora
Não sei mais que o vosso outro macio
Rosto nem boca de melhor feitio
A tudo o tempo afeia sem demora.
 
Senhora, o tempo foge... o tempo foge...
Com pouco morreremos e amanhã
Já não seremos o que somos hoje.
 
Por que é que o vosso coração hesita?

O tempo foge... A vida é breve e é vã...
Por isso amai-me... enquanto sois bonita.

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