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EL CID –
O herói da Espanha

EL CID - O herói da Espanha.
Adaptação de Paulo Reginato,
São Paulo, Editora Scipione.
Começo com El Cid a primeira leitura deste site, para lembrar que houve um tempo e um lugar em que, apesar de desentendimentos e lutas, a paz entre cristãos e muçulmanos foi possível.
 
No século XI, quando ocorriam sucessivas guerras –  das Cruzadas  invadindo o Oriente Médio e dos árabes invadindo a Europa –  surgiu na Espanha uma figura que se tornaria lendária pelo esforço em promover na Península Ibérica a pacificação entre cristãos e mouros e por sua luta em prol da unidade do país. Esse homem foi  Dom Rodrigo Dias de Bivar, Campeador  do rei, cognominado El Cid pelos mouros.
 
Cantar de mio Cid é a primeira narrativa escrita das façanhas desse herói, mas, muito antes,  sua história já era conhecida através dos jograis e trovadores, figuras comuns na Idade Média, que iam de castelo em castelo, de vila em  vila, cantando cantigas de amor e histórias de heróis, de magos e santos, de reis e rainhas.
 
Remontando ao século XI, encontramos uma Península Ibérica habitada por descendentes de várias raças: visigodos, hispano-romanos, árabes, judeus. Para todos esses povos –  por mais diferenças que houvesse entre eles –  ali era sua pátria, berço onde nasceram, terra de seus ancestrais. Inclusive para os mouros, que há mais de três séculos haviam se instalado na Península e para a qual haviam transposto seus costumes e implantado a refinada cultura árabe.
Não havia então uma coesão política que abrangesse a Península como um todo, pelo contrário: ela era dividida em diversos reinos, dos quais os mais importantes eram os de Castela e Leão, Aragão, Navarra, Portugal, pertencentes aos cristãos; ao Sul, os reinos muçulmanos de Córdoba e Granada, governados pelos mouros
Esses diversos reinos viviam guerreando-se entre si, cada suserano desejando  aumentar seu poder político e ampliar seu território. Assim, combatiam mouros contra cristãos, cristãos contra cristãos, mouros contra mouros, e até mesmo matando-se dentro da própria família – no intento de apoderar-se dos reinos uns dos outros ou na luta pelo trono. Sobrepairava ainda a ameaça, sempre iminente, de ser a península invadida por muçulmanos provenientes de países árabes ou do Norte da África.

Foi nesse contexto que se elevou a figura de Dom Rodrigo Días de Bivar. Embora comandante das tropas do rei cristão Dom Fernando, recebeu dos mouros o título de El Cid, que em árabe significa Senhor. Era um honroso título, prova do reconhecimento de sua bravura, coragem e grandeza de coração.

El Cid reúne em si todas as qualidades clássicas do herói mítico: uma imagem-síntese, figura exemplar cujas virtudes são modelares para seu povo, ao qual suas realizações proporcionam benefícios e dignidade.
Além de suas muitas virtudes como homem e como guerreiro, a grande façanha de El Cid foi conseguir reunir  num só exército reinos e chefes antagônicos para juntos darem combate a um inimigo comum. A aliança de tais forças, até então inimigas, jamais teria sido possível a não ser pelo carisma de um grande líder, igualmente respeitado pelos cristãos e pelos mouros. 
 
O livro que tenho em mãos é EL CID – o herói da Espanha, adaptação para o português feita por Paulo Reginato, que se baseou na obra Cantar de mío Cid, anônimo; na obra Le Cid, de Corneille e em diversos romanceros – coleções de poesias líricas portuguesas e espanholas da Idade Média.
 
 
Leia ainda:
Em Transversais I - 1. Presença árabe na Espanha   2. Espanhóis mouros e espanhóis cristãos
3. Guerra santa   4. A cultura árabe

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