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Literatura

A Liberdade em Graciliano Ramos - Uma Iniciação à Antropologia e à Ética
João Pereira Pinto,
Editora Santa Clara,
Belo Horizonte.
Esse trabalho visa constituir um recurso didático-pedagógico para a Iniciação à Antropologia e à Ética, através de rastreamento nos romances e memórias de Graciliano Ramos, das questões que aquele escritor elabora sobre o processo de humanização e da crítica que ele faz aos aparelhos de controle do comportamento que acabam, ao contrário de promoverem a humanização, por promoverem a desumanização, reduzindo as pessoas a bichos (metonímia recorrente em sua narrativa).
 
A fim de atingir o problema da liberdade, pressuposto para a existência do sujeito ético, responsável pelo seu existir no mundo, passa pelo reconhecimento do quanto significa para Graciliano Ramos a posse da subjetividade, da consciência, do exercício da liberdade e por um rastreamento também de algumas idéias, consideradas fundamentais, em Sócrates, Platão, Aristóteles, Santo Tomás de Aquino, Kant, Hegel, Marx, Freud, Kierkegaard, Heidegger, Sartre e Camus (Sexto capítulo).

Esse ponto que pretende levar à discussão da Ética propriamente é preparado por capítulos auxiliares enquanto: 1) "Considerações sobre o trabalho interdisciplinar" que discute a importância do diálogo das ciências num processo de estudo do ethos para que, então, se constitua a ética; 2) "A elaboração de um problema filosófico" busca evitar que se confunda a Filosofia com qualquer outro tipo de discussão abordando, rapidamente, os problemas ontológico, gnosiológico, axiológico e teleológico e como esses aspectos estariam presentes nas ciências, mais especificamente, no Magistério, nas Ciências Contábeis, no Direito e na Engenharia Mecânica, por exemplo; 3) Em "O problema da humanização em Graciliano Ramos", aborda-se o trabalho de Paulo Meneses quanto às Origens da cultura, sintetizando as teorias de Lévi-Strauss, Karl Marx e Jacques Monod, que apontam as relações de parentesco, o trabalho e a linguagem como um marco da existência do homem como um ser cultural. Aborda-se também o trabalho de João Batista Libânio que aponta nas relações fundamentais do homem a estruturação de sua cosmovisão; 4) Através de "A representação de uma concepção de mundo" verifica-se, nas obras de Graciliano, como funcionam, nas personagens da ficção e nas pessoas de suas memórias, as relações consigo mesmo, com os outros homens, com o mundo e com o transcendente; 5) "O funcionamento das estruturas sociais, econômicas e políticas" procura abordar o problema do conhecimento e, pela via marxiana e a partir da consideração sobre os aparelhos ideológicos e de repressão de Althusser, verifica-se a crítica feita nas obras de Graciliano à imprensa, à justiça, à instrução e à religião, como elementos que podem levar o indivíduo tanto à libertação quanto à alienação.

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