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EL CID, o Senhor de todas as batalhas

 
O filme foi realizado em 1961 (EUA/ESP), dirigido por Anthony Mann, tendo Charlton Heston no papel de El Cid e Sofia Loren, no papel de Jimena. É interessante poder ter essa outra referência, e comparar as duas linguagens, a literária e a cinematográfica. De qualquer maneira, para quem nunca assistiu ao filme, vale a pena assistir.
Segundo Johnni Langer
“O melhor filme sobre a Idade Média de todos os tempos. Cenografia e cenários perfeitos, batalhas admiráveis, atores excelentes. Enfim, uma reconstituição grandiosa de uma épica formidável. Poucos filmes conseguiram atingir este nível histórico, fazendo do gênero épico uma referência para o cinema."

El Cid - Cartaz
Mann conseguiu traduzir com lirismo a trajetória do herói e imprimir magistral beleza  às cenas finais: a figura quase transfigurada de El Cid em cima de seu cavalo, comandando sua última batalha. Ele consegue passar a misteriosa sensação de que realmente a figura do herói é imortal, que ele continua vivo e a qualquer momento pode ressurgir entre nós.

 

El Cid Poster 
Veja mais no link http://www.adorocinema.com/filmes/el-cid/
Incluindo o  artigo de Luís Junior

Herói extraordinário este Dom Rodrigo Dias de Bivar. A mais admirável personificação de lealdade, honra, compaixão, imparcialidade, coragem não importa ante o quê, senso de justiça e dever que um homem, à exceção de Jesus Cristo (que era perfeito), já demonstrou. Como se não bastasse, este homem magnífico, encarnado brilhantemente por Charlton Heston, viveu num universo fascinante: a Idade Média espanhola, mais adiantada que lugares como Inglaterra e França, com certos ares do antigo Império Romano, mas num cenário de A BELA ADORMECIDA, e prestes a ser destruída pelos exércitos de invasores árabes. O diretor Anthony Mann, em excelente forma, esmerou-se numa belíssima reconstituição de época em fabulosas seqüências de batalha, enquadradas em elegante fotografia. Nunca a Idade Média apareceu tão bela no cinema. E poucos filmes épicos podem orgulhar-se de exibir batalhas tão majestosas! A beleza de Sophia Loren (e seu talento imaculado) abrilhantam este épico rico e nostálgico, embalado pela música inesquecível de Miklos Rosza, em sua melhor partitura. Um fator muito importante a cerca de EL CID é que o filme corretamente desfaz um preconceito que moldou a forma de pensar de muita gente: em sua arrogância, os europeus medievais criam ter construído uma civilização superior a qualquer outra, enquanto, na verdade, a Europa era a periferia da Civilização. Era no Oriente que a luz da Civilização brilhava lidamente, e o ápice desta pirâmide de luxo e poder era o Império Árabe. Na época em que EL CID é ambientado, havia fraqueza imperial entre os árabes, e a Espanha estava dividida entre os herdeiros da velha Cristandade romana e os mouros, herdeiros dos árabes que havia conquistado a Espanha. Apesar da fraqueza régia, os mouros ainda constituíam o povo mais brilhante e culturalmente avançado na Europa daqueles dias. O preconceito dos europeus medievais ainda é a opinião que muita tem hoje. Um diretor menos cuidadoso teria apresentado uma representação sombria dos mouros, com cenários lúgubres e hábitos estranhos demais. Ao invés disso, Mann nos fascina com palácios maravilhosos e ricos trajes de seda, num nítido contraste com as pedras cinzentas das muralhas e castelos europeus. Um contraste que impressionou os europeus alguns séculos depois e os impulsionou a rumar para a Ásia em caravelas e cruzadores em busca da grandeza que os orientais haviam construído para si. EL CID é um espetáculo de História, uma explosão de romance impossível e devastador, da importânica da luta de um homem por seus ideais e um dos mais belos (e grandiosos) épicos já filmados.

 

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