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Isak Dinesen
 

Nascida nas proximidades de Copenhague em 1885, seu verdadeiro nome é Karen Blixen, e, pelo casamento, baronesa Karen Blixen-Finecke - além de usar o pseudônimo Tania Blixen nas obras em alemão e Pierre Andrezel no livro "Vingadores Angelicais".

Usando o pseudônimo Isak Dinesen publicou a maioria de sua obra. Em 1934, narrativas de caráter fantástico - Sete contos góticos; em 1941, Aventuras de inverno; Entre dois amores (A fazenda africana) lhe valeu a indicação para o Prêmio Nobel. E ainda: Sombras passeiam pela grama (1954), Últimos contos (1957) e, em 1958, A festa de Babette e outras anedotas do destino.

Entre dois amores se baseia em dados autobiográficos da autora, no período em que viveu em sua fazenda africana, seu casamento com um aristocrata e a paixão por outro homem.
A história serviu de roteiro para o filme homônimo (1985), dirigido por Sydney Pollack, tendo Meryl Streep no papel de Karen Blixen e, ainda no elenco, Robert Redford e Klaus Maria Brandauer.
O filme ganhou sete Oscars, incluindo melhor filme, diretor, roteiro, fotografia e trilha musical.

Em A festa de Babette e outras anedotas do destino, publicado pelo Círculo do Livro, assim lemos na apresentação da autora e sua obra:
"Mostrando, com freqüência certo desprezo pelas modernas formas de narrativa, Dinesen adotava processos romanescos bastante antigos, o que lhe valeu ao mesmo tempo comparações com os românticos do século passado e com os renascentistas. Mas, renegando os maniqueísmos e valorizando o destino, na vida e na obra, Isak Dinesen morreria sem classificações ou rótulos."

Um dos mais interessantes contos desse livro se intitula Tempestades, no qual a autora tece uma rede entre o teatro e a vida, através da proposta de um diretor teatral de encenar A tempestade, de William Shakespeare.
Teatro e vida se entrelaçam, o drama da peça se repete na história da atriz Mamzell (Malli) Ross que, graças à completa identificação com Ariel, a personagem que interpreta, sem querer se transforma em heroína.
E encontrou o amor e tranqüilo - um amor seguro, que a fixaria ao mundo real e à terra firme. Mas, contentar-se-ia ela em viver na terra firme, quando podia ser Ariel? Como Ariel tinha asas, podia voar.

Nesse conto, Isak Dinesen expressa o seu profundo amor pelo teatro e por autores como Eurípedes, Lope de Vega, Molière. Sobretudo Shakespeare. O qual, muito antes de Harold Bloom e outros autores, ela reconheceu como o "inventor do humano." Afirma: "Dentre todos, aquele que mais se parecia com um ser humano, o próprio William Shakespeare."

Isak Dinesen morreu em 1962, no mesmo lugar em que nascera, uma cidadezinha à beira-mar

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