O seu conteúdo literário preferido na tela do seu computador!
Página Inicial - Aventuradeler.com

A que viemos

Aventura de ler

Sala de aula

Livros

Transversais

Contos

Crônicas

Poesias

Biografias

Assim falou

QuizArte

Cinema

Colunas

Bibliografia


Assim Falou

M
ário Quintana

Mover-se com a máxima amplitude dentro dos próprios limites.

A alma é uma coisa que nos pergunta se a alma existe.

O excesso de gente impede de ver as pessoas.

Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem.

A verdadeira coragem consiste apenas em não nos importar-nos com a opinião dos outros... Mas como custa!

A morte não iguala ninguém: há caveiras que possuem todos os dentes.

Quando guri, eu tinha de me calar à mesa: só as pessoas grandes falavam. Agora, depois de adulto, tenho de ficar calado para as crianças falarem.

Não gosto de estar dormindo nem de estar morto perto de ninguém.

O segredo não é correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você.

Sou um herege de todas as religiões.

A vida é preciosa como um pão roubado.

Decifrar palavras cruzadas é uma forma tranqüila de desespero.

O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente.

Os eremitas deixam as más companhias pela má companhia.

Por que será que as pessoas virtuosas parecem que estão sempre representando?

O único problema da solidão é saber como preservá-la.

Não é quando estou trabalhando que as visitas me incomodam: é quando não estou fazendo nada.

As únicas coisas eternas são as nuvens.

Parece que só na vida é que há ficção.

Um bom poema é aquele que parece que está lendo a gente... e não a gente a ele!

Para que interpretar um poema? Um poema já é uma interpretação.

Nós não perdemos os mortos: os mortos é que nos perdem.

Nós vivemos a temer o futuro. Mas é o passado que nos atropela e mata.

Há noites em que não consigo dormir de remorso por tudo o que deixei de cometer.

Mas há os que se refugiam de Deus dentro das igrejas.

Quando deres opinião, nunca deixes de escrever a data.

Partir, tão bom... mas para que chegar?

(Publicados na Revista ISTO É, DE 1984 a 1988)

  Leia mais: em Poesia, Mário Quintana em Trova e Verso e na seção Literatura Mário Quintana - Biobibliografia )

Todos os conteúdos deste site estão registrados. Maura Maciel. - Todos os direitos reservados © 2010 - Desenvolvido por Anselmo Pereira