O seu conteúdo literário preferido na tela do seu computador!
Página Inicial - Aventuradeler.com

A que viemos

Aventura de ler

Sala de aula

Livros

Transversais

Contos

Crônicas

Poesias

Biografias

Assim falou

QuizArte

Cinema

Colunas

Bibliografia


Assim Falou

Guimarães Rosa

Grande Sertão: Veredas, Livraria José
Olympio Editora

Através de Riobaldo, personagem-narrador em Grande Sertão: Veredas, assim nos fala João Guimarães Rosa (1908-1967), um dos mais queridos ficcionistas brasileiros:
 
Sobre si mesmo
_ Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa.
_ Acho que o espírito da gente é cavalo que escolhe estrada.
_ Medo, não, mas perdi a vontade de ter coragem.
_ Eu me lembro das coisas, antes delas acontecerem.
_ Posso me esconder de mim?
Gente
_ Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende.
_ O mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda    não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando.
_ Sempre desgostei de criaturas que com pouco e fácil se contentam.
_ Do homem que não possui nenhum poder, dinheiro nenhum, o senhor tenha todo medo!
_ Parente não é o escolhido - é o demarcado.
Sentimentos
_ Toda saudade é uma espécie de velhice.
_ Amigo, para mim, é só isto: é a pessoa com quem a gente gosta de conversar, do igual o igual, desarmado.
_ Quando se curte raiva de alguém, é a mesma coisa que se autorizar que essa própria pessoa passe durante o tempo governando a idéia e o sentir da gente.
_ Para ódio e amor que dói, amanhã não é consolo.
_ Esquecer, para mim, é quase igual perder dinheiro.
O amor
_ Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura.
_ Amor é a gente querendo achar o que é da gente.
_ Todo amor não é uma espécie de comparação?
_ Ah, a flor do amor tem muitos nomes.
_ Coração cresce de todos os lados. Coração mistura amores.
Provérbios
_ Para trás, não há paz.
_ A colheita é comum, mas o capinar é sozinho.
_ Vingar é lamber frio o que se cozinhou quente.
_ Para um trabalho que se quer, sempre a ferramenta se tem.
_ A água só é limpa nas cabeceiras.
_ Quem desconfia, fica sábio.
_ O velho valeu enquanto foi novo.
_ A morte é para os que morrem.
O mundo
_ Tudo que é bonito é absurdo.
_ Então o mundo era muita doideira e pouca razão?
Guerra
_ Se todos passam mão em arma e fecham volta de tiroteio, uns contra os outros, então o mundo se acaba.
_ Enquanto houver no mundo um vivente medroso, todos perigam.
_ O enjôo da paz será também algum outro medo da guerra.
Vida, viver
_ Viver é muito perigoso.
_ A vida não é entendível.
_ O bom da vida é para o cavalo, que vê capim e come.
_ O que eu vi, sempre, é que toda ação principia mesmo é por uma palavra pensada.
_ O que é doideira às vezes pode ser a razão mais certa e de mais juízo.
_ Cair não prejudica demais - a gente levanta, a gente sobe, a gente volta!
_ Obedecer é mais fácil do que entender.
_ O rio não quer ir a nenhuma parte, ele quer é chegar mais fundo.

 

Todos os conteúdos deste site estão registrados. Maura Maciel. - Todos os direitos reservados © 2010 - Desenvolvido por Anselmo Pereira